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Nozeda Ruitinha, Mário Afonso (1953)

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Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Nasce em Ourense. É professor Ensino Primário desde 1977; atualmente, no CEIP A Torre-Ilha de Arouça. Licenciado em História e Geografia pela Universidade Sul da Galiza em Ourense (1996), possui a habilitação em português pela Escola de Línguas de Ourense (2002).

Membro da AGAL e do Conselho Assessor da revista Agália desde 1987, fundou Docentes contra a Repressão Linguística (na década de 1990) e colabora no Movimento Defesa da Língua.

É também sócio fundador de Além - Minho, distribuidora na Galiza de livros e materiais audiovisuais em português, alicerce da atual Livros Portugueses; membro fundador do Clube Reintegracionista do Salnês (CRÊS); diretor dos anos 1988 a 1990 do Seminário de Língua Portuguesa com aulas semanais de História e Cultura; co-organizador em 1989 do Cruzeiro da Língua (Embarca-te no galego-português), périplo de dous dias pela ria de Arouça e arraial e pernoita na Ilha de Ons. Organizou e coordenou os Convívios Galego-Portugueses em Guimarães (na década de 1990) e os Encontros Culturais no Linhal da Corredoura (Guimarães); também o 25 Anos do 25 de abril, na A. C. Auriense de Ourense com os testemunhos, a música e a poesia de Tino Flores, cantor da Revolução dos Cravos e Firmino Ribeiro Mendes, professor e poeta, 1o Prémio de Escritores Novéis outorgado pela AELP.

Para além, cumpre apontar no seu percurso biográfico os seguintes factos: Desde início no Condado do Minho (lá vão 30 anos) sempre lecionou em galego não institucionalizado. Em 87-88, após 10 anos de progressão lógica começa a lecionar na Ilha de Arouça na normativa portuguesa; em março de 1988 é ameaçado de expediente e impedido de ministrar aulas em oitavo ano; no ano 1988-89 a Delegação de Educação abre-lhe expediente e é suspendido por um ano. Em 1989-90, banido dos níveis superiores é obrigado a escolher 3º ano. Não obstante, consegue criar uma aula estável de português e juntar 12 alunos (metade da turma deste nível que lhe fora atribuída), enquanto os pais dos seus alunos ganham as eleições ao Conselho Escolar com participação de 60% de eleitores. Por lecionar em português, na primavera de 1990, expulso do ensino por 9 anos.

Artigos e comunicações: (1994) «Contingentes da Galiza Antiga no exército romano»; (1995) «O mundo urbano na Galiza Medieval» (ambos na Universidade Sul da Galiza em Ourense); (1995) «A repressão do português na Galiza» na homenagem dos países de língua oficial portuguesa á Lusofonia perseguida (Galiza, Timor-Leste, Olivença), Teatro Central da Covilhã (Beira Baixa).

Montero Santalha, José-Martinho (1947)

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José-Martinho Montero Sanalha

José-Martinho Montero Santalha

É o primeiro presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, membro da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, e subdiretor do Boletim da AGLP no Conselho de Redação e Administração da revista.

Nasceu na freguesia de Cerdido (A Crunha). Realizou os estudos eclesiásticos no Seminário de Mondonhedo e na Universidade Gregoriana de Roma. É licenciado en Teologia (pela Universidade Gregoriana), em Filosofia (pela Univversidade S. Tomás, de Roma) e em Filologia (pela UNED), e doutorou-se em Filologia com uma tese sobre as rimas da poesia trovadoresca (em 2000, Universidade da Crunha).

Exerceu primeiramente a docência de Teologia na Universidade Gregoriana e no Centro de Estudos Eclesiásticos de Santiago, de Língua Inglesa em vários centros de Ferrol, e desde 1994 é professor de Língua e Literatura Galegas na Universidade de Vigo.

Durante a sua estadia em Roma (1965-1974) foi membro ativo do grupo «Os Irmandiños», constituído por galegos residentes em Roma e preocupados pela recuperação da língua portuguesa da Galiza na vida da Igreja galega (e da sociedade galega em geral). Foi também um dos assinantes do Manifesto para a supervivência da cultura galega, elaborado igualmente em Roma por um grupo de galegos e publicado em 1974 nas revistas Seara Nova, de Lisboa (dirigida na altura por Rodrigues Lapa), e Cuadernos para el diálogo, de Madrid.

Tem colaborado en diversas publicações con trabalhos de temática preferentemente linguístico-literária ou religiosa. Participou na tradução da Bíblia (Novo Testamento) ao galego. Foi membro fundador das revistas Boa Nova, Encrucillada, O Tempo e o Modo, Agália e Estudios Mindonienses.

Participou também na fundação de diversas associações culturais galegas, como a Associaçom Galega da Língua (AGAL), as Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, a Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa, e foi eleito presidente da AGLP quando esta se constituiu em setembro de 2008.

Publicou Directrices para a reintegración lingüística galego-portuguesa (Ferrol 1979), Método prático de língua galego-portuguesa (Ourense 1983), Carvalho Calero e a sua obra (Edicións Laiovento, Santiago 1993), Oxalá voltassem tempos idos! Memórias de Filipe de Amância, pajem de Dom Merlim (Edicións Laiovento, Santiago 1994).

Gonçales Blasco, Luís (1941)

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Luís Gonçales Blasco, "Foz"

Luís Gonçales Blasco, "Foz"

Nado em Foz (1941), já desde a adolescência se interessa na identidade e na literatura da Galiza. Começa, em Madrid, estudos de Ciências; lá entra em contato com o fato de estudantes e trabalhadores galegos Brais Pinto onde se forma politicamente no nacionalismo galego e, socialmente, na esquerda: conheceu Méndez Ferrín que influiu muito nele como reflete no artigo «Ferrín na minha vida», publicado na obra coletiva A semente da nación soñada. Homenaxe a Méndez Ferrín (Xerais/Sotelo Blanco, 2008).

Em Compostela toma parte ativa no movimento estudantil dos anos sessenta.

Cofundou o Conselho da Mocidade, organização juvenil para recuperar o galeguismo político, que liquidaram Ramón Piñeiro e outros. Em julho de 1964 participa na fundação da União do Povo Galego.

Pelas suas atividades políticas no campo nacionalista e estudantil, em 1968 tem de se exilar a França, onde continua a trabalhar para a União do Povo Galego; é o primeiro responsável pela criação da secção europeia da mesma. Quando consegue o passaporte espanhol, em 1977, viaja à Galiza e a sua vida discorre entre ambos os países. Em 1978 começa uma aventura, com alguns amigos, como livreiro em Viveiro, nesta altura ainda alterna a sua vida entre França e a Galiza.

A livraria acabaria em fracasso económico, embora lograsse notável sucesso cultural. A seguir, acha o seu futuro no ensino, ao superar as oposições para professor de secundária de Língua e Literatura Galegas nos inícios dos oitenta. É na altura que ingressa na Associaçom Galega da Língua, de que foi vice-presidente.

Martins Estévez, Higino (1941) ♱

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Higino Martins Estévez

Higino Martins Estévez  ♱

Nasceu em Buenos Aires de pais galegos. Viveu oito meses na Galiza do ano 1947. Como advogado, foi assessor do Banco Español del Río de la Plata e secretário do diretório. Como professor em Letras (Filologia), foi titular das cátedras de História da Língua Castelhana, de Introdução à Linguística e de Filologia Românica, na Universidad del Salvador.

Desde 1977 leciona português da Galiza em instituições galegas de Buenos Aires, e estudos célticos desde 1994 no Instituto Argentino de Cultura Galega. Ditou, entre outros, cursos sobre Religiom e Mitologia Célticas, Proto-história da Galiza, Legado céltico na cultura ocidental, Língua Céltica Antiga Comum e História dos povos célticos.

Concorreu aos três primeiros Congressos Internacionais da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, organizados pela AGAL, em 1984, 1987 e 1990, e enviou contributo ao do ano 1993. Organizou dous Simpósios Internacionais da Língua Galego-Portuguesa, no Centro Galego de Buenos Aires, em 1983 e 1985. Partici- pou nas Jornadas sobre Línguas Célticas, em Buenos Aires, no ano 2002.

Tem publicado os seguintes livros: Cantares Galegos de Rosalia (1986), edição reintegrada e anotada, Caixa Ourense; Quadros de Gramática Galega (1992.1995), Buenos Aires, Amigos do Idioma Galego, Buenos Aires, 1992 e 1995); Conjuro da Queimada (2008), Buenos Aires, Andrómeda; As Tribos Calaicas, Proto-história da Galiza à luz dos dados linguísticos (2008), Sant Cugat del Vallès, Edições da Galiza. De aparição próxima: Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum.

É autor de artigos e estudos, como «Dos três Lúgoves Arquienos ou do que duas inscrições latinas nos ensinam sobre o passado da Galiza» (1978), Grial (Vigo) núm. 59, Vigo; em Agália (Ourense) núm. 31, 1992; «Luz léxica na história da cultura galega», em parte nas atas do I Congresso da AGAL, 1984; «Novas olhadas no léxico galego», em parte nas atas do II Congresso da AGAL, 1987; «Mais vozes a resgate da memória», parcialmente nas atas do III Congresso da AGAL, 1990; «Cancioneirinho Céltico, antologia bilíngue de antiga poesia céltica», Agália (1990), núm. 24; «Blanco-Amor professor de galego e outros labores seus em Buenos Aires», Agália (1993), no 33; «Ainda mais vozes a resgate da memória», parcialmente nas atas do IV Congresso da AGAL, 1993; «O Mistério de Santiago», revista Galicia, do Centro Galego de Bs. Aires, 1997; Boletim Adigal nº 7, 1998. Publica, desde 1999, em Sitio al Margen (www.almargen.com.ar) e em Adigal (www.adigal.org.ar).

Traduziu obras de Rosalia, Pardo Bazán, Fernández Flórez, Roberto Arlt, Yeats, Cunqueiro e Pérez Lugín, assim como de de textos tradicionais irlandeses: Compert ConCulainn, Macgnímrada ConCulainn, Tochmar Emire, Fled Bricriu ocus in Curathmír Emna ocus in Bríatharchath ban Ulad, Dán mac nUisnig e parcial da Táin Bó Cuailnge.

Gil Hernández, António (1941)

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António Gil Hernández

António Gil Hernández

É membro da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, e diretor do Boletim da AGLP no Conselho de Redação e Administração da revista.

Nascido em Valhadolid (“Comunidad de Castilla y León” no “Reino de España”), vive na Galiza desde 1969. Licenciado em “Filosofía y Letras”, secção Românicas, subsecção Espanhol, pela Universidade de Santiago de Compostela, exerceu a docência no Colégio Universitário da Crunha, dependente então da Universidade de Compostela, como professor de Linguística Geral e Crítica Literária. Também exerceu a docência no IES "Salvador de Madariaga", na Crunha, desde o ano 1978 até ao 2010, em que se reformou como funcionário do reino da Espanha. Desde novembro desse ano continua a gozar do estado de "classe passiva" levando adiante algumas atividades, relativamente humanas.

Cofundou a Associaçom Galega da Língua em 1981, de que foi secretário. Entre outras entidades, participou ou participa na Associação Sócio-Pedagógica Galega, nas Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, na Associação de Amizade Galiza-Portugal, assim como na Sociedad Española de Linguística.

Começou a colaborar nos Colóquios da Lusofonia em 2006, «Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a língua portuguesa na Galiza», com a comunicação intitulada «Aos 100 anos da Real Academia Gallega de la Coruna. Mais uma análise de discurso.» Nesse colóquio puseram-se as bases para a constituição da AGLP.

Entre as suas publicações destacam-se: Que galego na escola? (1984), coletivo, e Silêncio ergueito (1996), ambos nas Eds. do Castro. No primeiro, expõe as denominadas «Teses reintegracionistas” ou “integracionistas” das falas galegas à língua comum, portuguesa. No segundo compila artigos jornalísticos de 1979 a 1982.

Em 2005, a Associação de Amizade Galiza-Portugal publica-lhe Temas de Linguística Política, seguidos dum avanço de Temas de Política Linguística.

Leves reflexões sobre política nacional “española”. É editor da Obra selecta (poesia e ensaio) de João Vicente Biqueira (1998), como núms, 43-46 de Cadernos do Povo. Revista Internacional da Lusofonia.

Artigos seus foram publicados nas revistas Agália, O Ensino, Nós, entre outras.

Participou nos Congressos organizados pela AGAL e pelas IFG-P. Também é autor de textos literários, como Baralha de sonhos (1985), Luzes e espírito (1990) e, em volume coletivo, Só para falar de amor (1991), publicados em suporte papel; como livros-e, no portal brasileiro Recanto das Letras, estão Ela e Ele (2009), Rimas a Amarílis (2008) Silveira Lírica (I) (2008), Ut Pictura... Poemas a Cármen Nóvoa (2008), Tractatus de Euphemica Dictione (2008) “conversa lírica com Cristina de Mello”, Do Amor de Tudo Quanto é Livre (2008), versão corrigida da Só para Falar de Amor, Luzes e Espírito (2008), versão corrigida da edição em livro, Contos Nada Exemplares (2008), antologia dos publicados com esse título no PGL.

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