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15 anos da AGLP. 12 meses de atos públicos. "A arqueolinguística e arqueoantropologia galaica"

18-08-2024

15 anos da AGLP. 12 meses de atos públicos. "A arqueolinguística e arqueoantropologia galaica".

24 de agosto, Pitões das Júnias.

A AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa) foi fundada a finais de 2008 e, portanto, este 2024 corre o seu 15.º aniversário, o qual está sendo celebrado com todo tipo de atividades culturais num percurso pelas mais significativas localidades da Galiza e Portugal. Música, palestras, convívios, recitais, comidas de confraternização e outras atividades, que servem para dar a conhecer a uma sociedade como a galega, que é matriz de uma língua, partilhada com outros dez países espalhados pelos cinco continentes, que figura entre as mais faladas do mundo, entre as mais cultivadas da humanidade e entre as que têm um futuro mais promissor.

Depois de passar por várias localidades, decidimos fazer paragem em Pitões das Júnias, onde fazemos as Jornadas galego-portuguesas cada ano, para completarmos o percurso com umas Jornadas extra, enchendo aquele ano de pandemia em que não pudemos celebrar o nosso encontro anual por razões de força maior e confinamento. Este ano 2024 duplicamos a nossa presença entre maio e agosto, aproveitando a referência do local para galegos e portugueses que desejamos estar juntos mais uma vez. Deste jeito, em maio de 2025 serão as XIV Jornadas e continuaremos enquanto o corpo, as circunstâncias e a climatologia nos permitirem avançar.

Há mais outra razão, mas isso será uma surpresa para quem quiser acompanhar-nos o próximo 24. Se quiserem conhecer a surpresa… venham e poderão desfrutar connosco.

 

Crónica da atividade de julho em Ourense, dentro dos atos da comemoração dos 15 anos da criação da AGLP

17.08.2024 - José Manuel Barbosa

O passado dia 21 de julho, a AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa) organizou em Ourense a atividade correspondente ao mês de julho, dentro da campanha de atos a celebrar durante o ano 2024 com motivo do quinze aniversário da fundação da Academia. A estruturação do evento correu a cargo da Comissão de Cultura da Academia que leva por nome “A Irmandade do Anel” e decorreu nas Burgas e no Montalegre de Ourense, assim como na livraria Re-Read da histórica rua da Paz, da mesma cidade.

O encontro iniciou-se no local das Burgas onde assistiram um total de vinte e oito pessoas que ouviram de Concha Rousia e de Katuro Barbosa uma pequena exposição sobre as origens da cidade naquele mesmo e simbólico lugar das águas quentes, o relacionamento que elas têm com o culto céltico às águas e com a possível relação com o deus Bormânico, o qual poderia partilhar etimologia com Burgas e com o rio Barbanha que passa a escassos metros do ponto de reunião. Da mesma maneira procurou-se uma razão lógica para explicar a sacralidade do Montalegre, em cujo pé estão as Burgas e cuja etimologia relacionaria a “alegria” com a “saúde”, dando pé para vincular, dum ponto de vista da psicologia, o efeito salutífero, com o bem-estar e com a felicidade, segundo a académica Concha Rousia. Este vínculo atingiria, nem só ao mais importante acidente geomorfológico da cidade de Ourense, quanto ao famoso monte raioto que dá nome ao Concelho barrosão do norte de Portugal onde foi achada a figura em pedra do deus Reve Larouco, guardado na igreja de Vilar de Perdizes e custodiado durante muitos anos pelo nosso querido Padre Fontes.


Depois da exposição na que intervieram os assistentes com perguntas, ideias, conclusões e interessantes achegas, a comitiva de assistentes apanhou os carros e se deslocou para o alto do Montalegre onde está o Parque Botânico da cidade de Ourense. Uma vez chegados ali e no recinto da música atuaram o grupo de música semi-improvisado especialmente para este evento, conformado por Xavier Foz (Twistle), Carmel O’LerayDenis O’Toole (Uilleann Pipe) e Irene Veiga (pandeireta) numa atuação em que galegos e irlandeses foram um só corpo musical, evidenciando a unidade substancial dos nossos sons comuns, apesar das particularidades.

Depois da música veio a poesia da mão da académica de número Concha Rousia, que recitou vários poemas da sua autoria e dos que todos desfrutamos sob um magnífico e atípico morno sol de julho do habitualmente cálido Ourense. Assistiram mais de trinta pessoas, entre participantes no roteiro e pessoal visitante do Parque que passava por ali e decidiu ficar para presenciar a atuação músico-poética galaico-irlandesa.
Por volta das 13:30 baixamos do Montalegre e fomos direitinhos para o Restaurante “O Meigalho” situado na Praça do Ferro da cidade velha, onde celebramos uma comida de irmandade todos os assistentes. A refeição, maravilhosa, evidenciou a confraternização de todos os assistentes que desfrutamos com as iguarias servidas com arte pelos responsáveis do local.

Às 16:00 horas e já preparado o espaço da livraria Re-Read, antiga livraria Torga, na Rua da Paz de grata lembrança para todos nós, iniciamos as palestras. O primeiro em abrir as exposições foi o Professor Henrique Egea com o tema intitulado “Identificação da Gallaecia como confim da terra dos vivos entre os romanos”. Nela o interveniente deu a conhecer aqueles tópicos que moveram os romanos a considerar a antiga Gallaecia como lugar de nevoeiro e de mistério, relacionando isto com lugar do Finis Terrae e portanto como limiar entre o mundo dos vivos e dos mortos. Maravilhosa intervenção que deu passo à palestra da etnógrafa, historiadora e secretária da SAGA (Sociedade Antropológica Galega) Ana Durán Penabade, com uma intervenção que levou por título “O fenómeno solar de Cela Nova”, que deu a conhecer ao público assistente o fenómeno equinocial que acontece todos os meses de setembro na Capela de São Miguel de Cela Nova, cuja postas de sol penetram em forma de raios de luz pela janela do edifício pré-românico orientada para ocidente e saem por uma janela posterior situada em linha com a primeira. A interpretação levou-nos a relacionar o posicionamento da capela e das suas janelas com os monumentos megalíticos cujas entradas estavam focadas, também, em direção ao sol poente. Finalmente, a palestra do professor Alberto Lago, a qual levou por título “A organização territorial dos galaicos” deu-nos pistas do ordenamento dos galaicos antes da chegada dos romanos, assim como nos relacionou os diferentes tipos de castros segundo a sua função.  Ao finalizar as palestras abriu-se um turno de perguntas ao que responderam os três palestrantes e no que se abriu um interessante debate sobre alguns pormenores de cada um dos temas dos que se falaram essa tarde.

O ato finalizou, por volta das 20:00 da tarde com um maravilhoso sabor de boca e um desejo de continuar falando no exterior da livraria.

Galeria de imagens, abaixo ↓

Lançamento de “Gotas”, da académica Curra Figueroa Panisse, na Feira do Livro do Porto

O último trabalho da numerária da AGLP, em que dialogam literatura e boas práticas ambientais, foi premiado num certame literário da Galiza e publicado por uma editora portuguesa.

 Adela Figueroa, co se libro no Vello Cárcere. Foto de  VICTORIA RODRÍGUEZ

15.08.2024. AGLP

Para as 16:00 horas do sábado, 24 de agosto, está agendado o lançamento de Gotas, a última obra de Curra Figueroa Panisse, numerária da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), na Feira do Livro do Porto. Será no stand da Convergência (o número 44), no Jardim do Palácio de Cristal. O volume foi publicado pela Novembro, a editora oficial da União de Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA) e teve já um lançamento em Lisboa, para além da difusão na Galiza.

A literatura e promover boas práticas ambientais, atividades centrais na trajetória de Curra Figueroa, dialogam neste trabalho, que foi reconhecido com o Prémio de Teatro infantil O Facho, da cidade da Corunha. Está apresentado em edição bilingue, português e espanhol, e acompanha-se com músicas de Xaquin Facal e desenhos de Celsa Sánchez. O livro contém CD com as músicas. 

Em palavras de Curra Figueroa, quem é também Vogal de mobilidade da Associação para a Defesa Ecológica da Galiza (ADEGA): “Este livro tenta fazer compreender o ciclo da água para crianças a partir de 5 anos a 80 e daí para adiante. Os poluentes que sujam as águas, são os malandros que perseguem as pinguinhas limpas cachoeiras que a oxigenam, onde as gotas choutam e se divertem, as barragens que a estagnam, mas conseguem dar saída ("que alegria, que alegria cambiamos a noite em dia") e fazem que seus movimentos fabriquem eletricidade, o sol que evapora as gotas e as levanta até às nuvens ("Eu sou Heliodoro, o sol mais dourado, aqueço a terra e os prados"). Tudo discorre como um rio até chegar ao mar, onde um marinheiro queija-se da perda de vida das águas e pede ajuda ao público para manter limpas as águas todas da Terra. As pinguinhas cantam, choutam, fogem dos malandros e nos contam sua história através do ciclo da água na Terra. Que é quem sustenta toda a vida como nós a conhecemos”.

Esta obra tem fundamento didático e também lúdico, acrescenta a autora: “É inclusiva, pois os papéis principais vão sempre acompanhados de coros de pingas, de maneira que o grupo possa todo participar. Assim, vai ser incluída como elemento vertebrador da programação nalgum colégio de Lugo e está a ser ensaiada por um grupo de teatro amador desta mesma cidade para ser representada. Penso que o conhecimento é que permite analisar os problemas para procurar e encontrar soluções eficazes dos problemas. Um muito grave a nível mundial é o estado das águas do planeta, incluindo fontes, rios, regatos e mares. Esta obra tenta conscientizar divertindo, para um uso responsável e respeitoso das águas, que são de todo ser vivo e não vivo”. 

Curra Figueroa participa muito ativamente há mais de quatro décadas no movimento do Reintegracionismo da Galiza, que promove una Língua Comum Galego-Portuguesa. Ela tem uma muito volumosa e interessante produção e foi uma das três pessoas (juntamente com Isaac Alonso Estraviz e José Luís Fontenla) que representaram a Galiza no encontro internacional celebrado no ano 1986 no Rio de Janeiro para procurar um novo Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.

 

AGLP colabora com a Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa (JUPLP) no evento "FALARES NOVOS"

19/07/2024 - AGLP

Neste sábado, 27 de julho, na vila galega de Ponte Vedra, desenvolver-se-á a atividade "Falares Novos", organizada pola JUPLP (Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa) em dois espaços na cidade. É o terceiro evento da JUPLP em território galego e será aberto ao público.

O programa terá começo no edifício de Turismo Rias Baixas, com duas conversas assistidas que juntam pessoas de interesse local com personalidades doutros países na mesma área de trabalho. Mais tarde continuará no Centro Social A Pedreira, onde se realizarão atividades de carácter lúdico, num contexto mais informal. As pessoas que assistirem as distintas atividades terão uma oportunidade de ganhar um livro no sorteio celebrado no final do dia.

A primeira conversa trata as relações internacionais, uma das áreas de trabalho mais populares entre os associados da JUPLP. Nela intervirão Daniel G. Palau, diretor do IGADI e Umaro Seidi, coordenador do departamento de Relações Internacionais da JUPLP.

Seguidamente terá lugar uma conversa sobre o ativismo jovem com Josianny Furtado, coordenadora do departamento de Ambiente e Sustentabilidade e Pablo Abelleira, integrante da Mocidade Galega pola Memoria.

Já no CS a pedreira haverá oportunidade de ter umas risadas na PowerPoint party.

Para terminar haverá os sorteio de livros doados à JUPLP por vários parceiros: a AGAL, a Academia Galega da Língua Portuguesa, o IGADI e outros doadores particulares, entre eles Nee Barros.

A AGLP, Atendendo à solicitude da JUPLP, preparou uma seleção de livros em qualidade de doação, para colaborar com a organização do evento.

⇓⇓⇓ No pdf anexo pode ser consultada a doação de livros feita pola AGLP.

Mais informação:

 

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