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Biblioteca da AGLP incorpora uma importante doação bibliográfica de Carlos Durão

A família deste membro numerário e pioneiro da instituição, falecido em 2023, ofereceu livros e valiosa documentação, epistolário e iconografia


16/07/2024 - AGLP

A Biblioteca da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) incorporou recentemente uma importante doação bibliográfica procedente do espólio de Carlos Durão (Madrid, 1943-Vigo, 2023), após a sua catalogação por Joam Trilho, bibliotecário da instituição. Trata-se de um fundo muito valioso, doado pela sua família para a AGLP, e integrado por livros, documentação diversa, epistolário e iconografia. Carlos Durão foi membro numerário e pioneiro da AGLP, à qual contribuiu desde os inícios e estando entre o grupo de fundadores. Várias pessoas da AGLP acompanharam a sua família num ato celebrado na sua lembrança, o sábado 13 de julho, em Ribadávia.

Carlos Durão e a sua mulher, Pia

A respeito deste contributo bibliográfico, em valoração de Joám Trilho «não há dúvida de que a doação do Carlos enriquece o conteúdo filológico e histórico a respeito da nossa língua, e o conhecimento e o valor da nossa Galiza. Confio que isso também ajudará a desenvolver o difícil labor da nossa Academia».

O conjunto dos materiais doados, que se unem a outros da sua autoria já disponíveis com antecedência nos fundos da AGLP, está integrado por 723 livros, exemplares de 36 revistas diferentes, além de programas de congressos, exposições, festas, boletins, jornais e outra documentação valiosa. Consta assim mesmo de apontamentos e cadernos datilografados e manuscritos, uma pasta com cartas, e fotografias grandes com paisagens e monumentos da Galiza, assinala o bibliotecário da AGLP. Inclui edições de trabalhos próprios, desde 1971; bem como de Fernando Pérez Barreiro-Nolla, Teresa Barro e outras pessoas que colaboraram com ele no Grupo de Trabalho Galego de Londres, cidade onde residiu e exerceu profissionalmente como tradutor.

A relação de livros agora doados, com contribuições de centos de autores, principia com um volume de 1971, de Odón Luís Abad Flores e outros autores; e finaliza com uma tradução de Stefan Zweig, do ano 2008. A maior representação é de trabalhos de José Luís Fontenla, de quem se incluem por volta de 20 títulos, que evidenciam a participação ativa e estreita de Durão nas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal. Na continuação há mais de 15 títulos de Ernesto Guerra da Cal, com quem teve um relacionamento pessoal de longa data, sendo também um dos seus principais estudiosos e divulgadores. A par deles, destacam pela quantidade de títulos diferentes, clássicos da Galiza, como Rosalia de Castro, Afonso Daniel Rodríguez Castelao ou Ricardo Carvalho Calero; e mais produtores da Galiza, como Ângelo Brea, António Gil Hernández, Isaac Alonso Estraviz, José Ramom Rodrigues Fernandes, Ramom Otero Pedraio, Álvaro Cunqueiro, Xosé Luís Franco Grande, Neira Vilas, Méndez Ferrin, Martínez Oca, X. Bernárdez Vilar, bem como publicações da Associaçom Galega da Língua, em especial da sua Comissom de Linguística. De Portugal salientam Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco, Herculano de Carvalho, Manuel Rodrigues Lapa e volumes da Porto Editora.

Entre as revistas merecem ressaltar-se algumas que não são fáceis de conseguir, e que evidenciam o seu interesse por múltiplos aspetos da cultura da Galiza e do movimento do reintegracionismo da língua. Há exemplares e coleções de publicações como O Ensino, Agália, Nós, O Tempo e o Modo, Renovação, Hífen, O Máximo, Folhas de Cibrão, Grial, Adega, Tempos, Terra e Tempo, A Nosa Terra, Escrita, Coordenadas, Carel, Latexo, Galeuzca, Raigame, do anuário da Casa Galicia de Nova Iorque, Anuário de Estudos Medievais ou Colóquio Letras.

 

Carlos Durão pertence ao grupo dos fundadores da AGLP

Martinho Montero Santalha, quem foi o primeiro presidente da AGLP, afirma que Carlos Durão «pertence ao grupo dos fundadores da AGLP, e, em boa medida, também dos promotores da iniciativa. Estávamos em relação havia anos, desde os tempos das “Jornadas do Ensino” e dos começos da AGAL». Dos contatos que mantiveram durante anos lembra Montero Santalha como «um verão, como ele tinha interesse em visitar Santo André de Teixido, levei-o conhecer toda aquela zona, que ele desconhecia. Alguma vez, estando eu em Santiago, tenho-o acompanhado ao aeroporto de Lavacolha quando ele partia de regresso a Londres». Valoriza que «Carlos era já uma figura clássica do galeguismo cultural, respeitada e admirada por toda a intelectualidade galega. Era bem conhecido, e vinha já de anos, o seu longo e abnegado compromisso com a língua da Galiza: com Galaxia primeiro (com Pinheiro, Fernández del Riego, Franco Grande, etc.), bem manifesto nas suas abundantes colaborações na revista Grial. Depois, com o reintegracionismo desde o momento em que começou a organizar-se, com a AGAL e a revista Agália, com a Associação Sócio-Pedagógica e as Jornadas do Ensino, com José Luís Fontenla e as suas múltiplas iniciativas. E em Londres era guia e hospedeiro generoso de visitantes galegos. À sua atitude de compromisso vital com a Galiza mais autêntica, unia-se uma formação cultural amplíssima, nomeadamente no campo das línguas. O seu conhecimento do idioma russo permitiu-lhe traduzir para português alguns formosos textos narrativos da literatura russa (e até traduziu para mim um texto lexicográfico que me interessava). A sua biblioteca, cedida por ele e pela família à AGLP, constitui um bom espelho da sua rica personalidade».

 

Compromisso de serviço constante à sociedade galega e honradez intelectual

Rudesindo Soutelo, quem era presidente da AGLP quando se produziu esta doação bibliográfica, salienta que é um fundo muito valioso. Lembra assim mesmo «a Biblioteca Fontenla já disponível para consulta e catálogo online, para além de uma doação de Martinho Montero Santalha, pendente de catalogação». Rudesindo Soutelo salienta que seria precisa uma investigação sobre o papel de Carlos Durão Rodrigues na cultura galega: «A sua personalidade, o seu compromisso de serviço constante à sociedade galega, junto com a sua capacidade de trabalho e a sua generosidade, deram resultados visíveis, fora de toda dúvida, conseguindo levar para a frente tarefas marcantes na história da cultura galega, e não só no plano cultural». Lembra o seu envolvimento em iniciativas do movimento ecologista galego, como o trabalho de colaboração que desenvolveu com a associação ADEGA em defesa da fossa atlântica situada perto das costas galegas, contra o depósito de bidões de lixo radiativo. Salienta assim mesmo «o acompanhamento de Ernesto Guerra da Cal em Londres, com quem o uniu uma forte amizade. Também em termos de política linguística, na vertente mais específica da decisiva orientação lusófona imprimida por ele nas associações culturais em que participou, nomeadamente as Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, a Associaçom Galega da Língua e mais recentemente a Academia Galega da Língua Portuguesa, de que foi um dos fundadores e dos maiores contribuintes materiais». Refere-se a ele «como um dos principais promotores do reintegracionismo» e que «faz parte necessária e imprescindível da primeira geração de escritores galegos lusófonos, conscientes e praticantes. Da sua competência lexicográfica é boa prova o Vocabulário Ortográfico da Galiza, da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP. Pela sua profissão como tradutor estava muito habituado à correção de textos. Pelas suas mãos passaram dezenas de artigos para revisão em revistas galegas. O seu contributo oculto também ficou plasmado no Dicionário Estraviz, com quem colaborou de forma continuada e mesmo diária, durante mais de uma década».

Rudesindo Soutelo ressalta a «honradez intelectual» de Carlos Durão, que o levaram a «rejeitar o statu quo imposto com o Decreto Filgueira de 1982, o que implicou ficar marginalizado e esquecido pelos âmbitos da cultura institucionalizada, como muitos outros coetâneos, que não quiseram colaborar com o stablishment isolacionista dententor da ‘verdade’ académica na década de 1980. Mesmo assim manteve a amizade com membros da Real Academia Galega, como Xosé Luís Franco Grande, com quem mantinha contacto cada vez que regressava a Vigo. Sendo homem de compromisso, também aceitou em várias oportunidades colaborar em assuntos oficiais ou para-oficiais, como uma receção no Centro Galego de Londres ao presidente da Xunta de Galicia Manuel Fraga Iribarne. Sentido-se posteriormente utilizado pelos organizadores do ato, escreveu um texto como forma de desabafar, marcante e muito útil para perceber a sua personalidade e o dilema do emigrante: De correctione castraporum».

 

Tinha uma visão clara do futuro da língua, no caminho da lusofonia

Ângelo Cristóvão, quem colaborou com Carlos Durão nas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e os últimos anos na AGLP, afirma que «Se há personalidades que destacam pela sua faceta intelectual, como escritores, outras pelo seu compromisso com a cultura do país, e outras pela sua faceta cívica, Carlos Durão reúne todas estas qualidades, à que se uniu a sua imensa generosidade, uma capacidade de trabalho indiscutível, e uma visão clara do futuro da língua, que só podia ser no caminho da lusofonia. Pertence à geração dos iniciadores do reintegracionismo praticante, viragem da década de 70 para 80, junto de outros destacados intelectuais como José Luís Fontenla Rodrigues ou Ernesto Guerra da Cal, com quem o uniu uma forte amizade e unidade de pensamento num modelo de galego depurado de castelhanismos e inserido no português. Carlos Durão manteve o facho da cultura galega na emigração, em Londres, colaborando com diversas iniciativas culturais, e mantendo um firme compromisso com a cultura galega, a que deu um contributo plasmado numa bibliografia destacada. Galegos de Londres pode ser, talvez, o seu livro mais significativo como romance, e o Vocabulário Ortográfico da Galiza, da AGLP, como a maior prova da sua qualidade como lexicógrafo. Sócio fundador da Academia Galega da Língua Portuguesa, o seu papel entre os notáveis da cultura galega está pendente de estudar e desvendar».

Carlos Durão com Manuel Rodrigues Lapa e Domingos Preto

Mais informação:

 

15 anos da AGLP. 12 meses de atos públicos. "As nossas raízes. Do passado ao futuro"

Continuando com a programação de atividades 12 meses de atos públicos, em comemoração do décimo quinto aniversário da criação da Academia Galega da Língua Portuguesa, no domingo, 21 de julho de 2024, na cidade de Ourense (As Burgas, Jardim botânico de Montalegre e Livraria Re-Read) será realizada a atividade “As nossas raízes. Do passado ao futuro”, com o programa a seguir:
 
PROGRAMA
11:00: Pequeno roteiro das Burgas ao Jardim Botânico do Montalegre: Significado religioso do Montalegre de Ourense e as Burgas (Concha Rousia e José Manuel Barbosa).
12:00: Atuação musical de Xavier Foz, Carmel O'Leary e Denis O'Toole, com poemas de Concha Rousia, no recinto musical do Montalegre.
13:30: Comida (Restaurante O Meigallo, na Praça do Ferro).
16:30: Palestras na livraria Re-Read da Rua da Paz, 12 (Antiga Livraria Torga):
•Henrique Egea: Identificação da Gallaecia como confim da Terra dos Vivos entre os romanos.
•Ana Durán: O fenómeno solar em São Miguel de Cela Nova.
•Alberto Lago: A organização territorial dos galaicos.
18:45: Debate e encerramento.
 
 
 
 
 
 

RUDESINDO SOUTELO (o nosso presidente destes últimos 8 anos)

Por Concha Rousia

Querido presidente, querido Rudesindo1, da Comissão Executiva queremos que saibas:

Jamais será esquecido o pundonor com que defendeste a candidatura da nossa Academia na reunião com o representante de Portugal junto da CPLP. Ao teu lado, a nossa querida Maria Dovigo. Jamais esqueceremos. Nesse jantar em Lisboa, Portugal, e a sua chavinha de vidro, nunca estiveram tão bem protegidos.  

Salientável a tua defesa da candidatura da Galiza na CPLP. Obrigada pola tua subtil mão na hora em que a delicadeza, como se de uma obra musical se tratasse, era requerida. Salientamos também a fortaleza do teu silêncio quando discrição foi necessária, porque os temas eram delicados, por não dizer, muitas vezes, melindrosos.

Querido presidente, esta nota não é de despedida, esta nota é apenas um desejo de colocar uma palavra ali onde não cabe tudo no silêncio. Como vamos esquecer o equilíbrio do mestre ao conduzir estas nossas reuniões. Sempre atento a que todas as sensibilidades fiquem representadas, fiquem recolhidas, fiquem reconhecidas.

Rudesindo Soutelo, deixas o umbral muito alto. O teu sentido da diplomacia, o teu saber estar, o teu saber levar todas as vozes nas tuas palavras sempre que falaste. 

A tua permanente disponibilidade para assistir a reuniões em Madrid, ou onde for... Devo dizer, e não é detalhe menor, pois sabido é que há imagens que voam e vão longe a falar mais do que as mil palavras que descreveriam a subtileza do laço de borboleta a semear as belezas da nossa instituição. 

Querido presidente, amigo Rudesindo, ainda bem que isto não é um adeus, nem é uma despedida, pois tu ficas, tu ficas no governo deste barco, que anda já há 15 anos sulcando os mares da Lusofonia. Hoje apenas paras um bocado, passas a um outro plano, mas continuas ao pé do timão. 

Assim de grande foi, é, o teu compromisso, e o teu amor pela nossa Academia. Da Comissão Executiva, de toda a AGLP e do fundo do meu coração: Obrigada! Obrigadas e obrigados, Presidente!

1 Rudesindo Soutelo foi o segundo presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), desde o ano 2016 até julho de 2024. Anteriormente presidiu a instituição Martinho Montero Santalha, desde que iniciou o seu andamento, em 2008, até ao ano 2016. Ambos foram reeleitos e serviram no cargo o período máximo que contemplam os estatutos. Rudesindo Soutelo continua agora como Vice-presidente segundo na nova Comissão Executiva, que preside António Gil Hernández.

O professor, escritor e sociolinguista António Gil Hernández é o novo presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)

O professor António Gil Hernández

Releva no cargo ao também professor e compositor de música Rudesindo Soutelo, quem o desempenhou os últimos 8 anos.

08/07/2024.  AGLP.

António Gil Hernández professor, escritor e sociolinguista, com uma ampla produção sobre a língua e a literatura da Galiza realizada nas últimas quatro décadas, é o novo presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

Numa reunião extraordinária do Pleno da instituição, celebrada em Compostela, foi eleita a nova Comissão Executiva da AGLP para os próximos quatro anos. Está conformada pelas seguintes pessoas:

  • Presidência: António Gil Hernández
  • Vice-Presidência 1ª: Concha Roussia
  • Vice-Presidência 2ª: Rudesindo Soutelo
  • Tesouraria: Ângelo Cristóvão Angueira
  • Secretaria: Pedro Emilio Casteleiro López
  • Vice-Secretaria: Maria Seoane Dovigo
  • Arquivo e Biblioteca: Joám Trilho Pérez
  • Vogais: Antia Cortizas Leira e Mário Herrero Valeiro.

Algúns membros da nova Comissão Executiva da AGLP

A AGLP começou o seu andamento em 2008. O seu primeiro presidente foi Martinho Montero Santalha, professor da Universidade de Vigo, quem serviu no cargo 8 anos, até 2016. Depois, entre o 2016 e até este mês, desempenhou a presidência Rudesindo Soutelo, também professor e compositor de música.

António Gil Hernández é assim o terceiro presidente da AGLP, que este ano está a celebrar o 15º aniversário, com atividades em diversas vilas e cidades da Galiza. Gil Hernández nasceu em Valhadolid em 1941. Vindo para a Galiza em 1968, o seu interesse pela língua da Galiza foi originado na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Santiago de Compostela, onde se licenciou em 1973. Em 1990 integrou, com José Luís Fontenla Rodrigues, a Delegação da Comissão Galega do Acordo Ortográfico na reunião internacional celebrada em Lisboa para um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, acordo assinado em 12 de outubro de 1990 na capital portuguesa. Essa presença da representação galega está recolhida no número 123 do Diário da República, de Portugal, de data 28 de agosto de 1991.

Desde 1978 António Gil residiu na Corunha, onde ministrou por 12 anos aulas no Colégio Universitário da cidade, adscrito naquela altura à referida Universidade compostelana. Na Corunha foi também docente pioneiro na incorporação do galego ao ensino não universitário, no centro público de ensino secundário Salvador de Madariaga.

Desde a década de 1970-1980 tem uma ampla produção científica e literária. Os trabalhos a respeito da língua e da literatura da Galiza, defendendo a Língua Comum partilhada hoje na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), intensificou-se a partir da segunda metade dessa década, e continua: ainda no passado mês de junho aconteceu o lançamento do seu último livro, Johán Vicente Viqueira. João Vicente Biqueira (1924-2024). Poemas e Ensaios, na sequência de uma homenagem de reconhecimento à sua trajetória que promoveu a AGLP na Bandeira (Silheda) e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Silheda, representada pela presidenta e a relatora de Cultura, e a Asociación Cultural Rosalia de Castro.

Os contributos de António Gil Hernández atingem os campos da Linguística, Sociolinguística, Glotopolítica, Estudos Literários, Comentário de Textos Literários, Literatura Comparada e Crítica Literária, além de Produção Literária própria no âmbito da poesia, difundida em livros, publicações especializadas, além de em diversas revistas e jornais. 

Está entre os pioneiros do movimento reintegracionista da Galiza, tendo sido membro e iniciador da Associaçom Galega da Língua, da Associação de Amizade Galiza-Portugal, das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal, da Comissão Galega do Acordo Ortográfico, e da Associação Sócio-Pedagógica da Galiza e Portugal, além da AGLP. Também pertenceu à Sociedad Española de Lingüística. Em março de 2006 celebrou-se na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Santiago o III Seminário de Políticas Linguísticas, subordinado ao tema “25 anos de atividade cívica, investigação e discussão sobre a língua nacional: o contributo de António Gil”, em que se valorizou a sua produção e trajetória.

Dentre os artigos e livros de teor científico e pedagógico que publicou António Gil Hernández merecem destaque os intitulados Que galego na escola? Tese reintegracionista (1984, com Maria das Dores Arribe Dopico e Joám Carlos Rábade Castinheira); Silêncio ergueito (1996), Temas de Linguística Política (2006), João Vicente Biqueira. Obra seleta (2011), ou Solilóquio com Manuel Maria (2018, em academia.edu).

Como produtor literário e de ensaio e estudos literários tem publicado Baralha de sonhos (1985, poesia), Comentário de Textos Literários (1986, volume coletivo que coordenou, com participação de mais 18 especialistas, modelar nesta matéria), Luzes e espirito (1990, em que dialoga com o poeta galego Eusébio Lorenzo Baleirón), Do amor de tudo quanto é livre (1995), bem como Tractatus de Euphemica Dictione, diálogo com a saudosa poeta Cristina de Mello; Rimas a Amarilis, e Antologia de contos nada exemplares.

Também tem colaborado nas revistas O Ensino, Agália, Cadernos do Povo, Nós, Temas de O Ensino, Luzes da Galiza, Man Común; ou em publicações jornalísticas como La Voz de Galicia, El Ideal Gallego e A Nosa Terra.

Após a eleição de Gil Hernández, Rudesindo Soutelo agradeceu a colaboração que teve nos oito anos que ocupou a presidência: “Agradeço à Comissão Executiva anterior pelo seu eficiente desempenho e desejo que a nova e mais nutrida Comissão Executiva tenha o sucesso que a AGLP merece”, afirmou.

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