Alunado e professorado da UNIVERSIDADE SÉNIOR DE AMARANTE realiza visita de estudo a Compostela e à CASA DA LÍNGUA COMUM

No próximo dia 15 de Maio, a AGLP recebe, em Santiago de Compostela e na Casa da Língua Comum, um grupo de cerca de cinquenta alunos e professores da Universidade Sénior de Amarante.

  AGLP. 11/05/2026


Inserido numa visita de estudo da disciplina de História da Língua, este evento resulta da organização conjunta de Brites Araújo, professora daquela disciplina na Universidade Sénior de Amarante, Concha Rousia e Jesus Requena, que, em Compostela, trataram de “arquitetar” um programa que proporcionasse aos visitantes, em particular aos alunos, não só uma experiência do contexto histórico e linguístico galaico-português, como o contacto directo com o património cultural e linguístico comum.

Após um passeio pelo Centro Histórico da cidade, uma pequena comitiva, composta por alunos, professores, membros da AGLP e representantes da Câmara Municipal de Amarante, será oficialmente recebido pelo Concelho de Santiago de Compostela, breve e simbólica sessão de boas-vindas.

Seguir-se-á um almoço, no restaurante San Martin Pinario, após o qual os visitantes terão tempo livre para explorar um pouco mais das ruas, monumentos e comércio do Centro Histórico de Compostela.

Pelas 18:00h, reunião-se-ão na Casa da Língua Comum, onde serão recebidos pelo Presidente da AGLP, António Gil, e por outros membros da Academia. Da recepção na Casa da Língua Comum, constará ainda uma pequena palestra sobre a Língua e a Galiza, proferida por Ângelo Cristovão, ao que se seguirá um momento de Poesia nas vozes de Iolanda Aldrei, José Manuel Barbosa, Concha Rousia e Brites Araújo.

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Moncho do Fidalgo, numerário da AGLP com 57 anos de consciência reintegracionista: “é um movimento lento, mas seguro! Não há outra saída”

O autor da primeira narrativa longa em português da Galiza apresenta A menina da Ribeira, o seu oitavo título

 

 AGLP. 09/05/2026

Texto: J. Rodrigues Gomes; Fotografia: José Manuel Barbosa; Coordenação linguística: Antia Cortiças Leira; Produção: Xico Paradelo.


Como "uma novela realista e em partes históricas": assim apresenta José Ramão Rodrigues Fernandes , Moncho do Fidalgo, numerário da Academia Galega da Língua Portuguesa, a sua última obra, intitulada A menina da Ribeira . É o oitavo título de quem foi o primeiro autor a publicar narrativa longa em português da Galiza, um percurso iniciado em 1983, segundo salienta um estudo do professor e investigador Francesco Traficante. Outro professor, José Manuel Barbosa, afirma no prólogo deste último livro que o que faz o narrador é “deixar a sua memória pessoal convertida em memória coletiva do nosso povo galego, em memória da nossa língua, da nossa cultura, da nossa civilização e da nossa forma de pensar e de perceber o mundo”. A menina da Ribeira teve um lançamento nas Jornadas de Língua e +, que foram organizadas pela AGLP no Museu da Límia, em Vilar de Santos, onde o acompanhava Isaac Alonso Estraviz. Moncho do Fidalgo, que profissionalmente se dedica à eletrónica industrial e às telecomunicações, destaca como um ativista cultural, literário e jornalístico e fala-nos nesta entrevista de sua biografia, trajetória e produções. Está na casa dos 70, já reformado, e tem “57 anos de consciência reintegracionista”, afirma.

 -Apresenta-se A menina da Ribeira como “um romance realista e em parte histórica”: como é isso, que se deve entender por “realismo” e “romance histórico” nesta altura do século XXI?

--Bom, afirmar o realismo do século XXI é o que foca na representação objetiva da realidade. Crua e honesta, destacando questões sociais, desigualdade e vida atuais. O romance histórico, caracterizar-se-á por uma documentação ou fatos históricos, mesmo para mudar conceitos e revisar acontecimentos. A menina da Ribeira enquadra-se nestas duas visões.

 

-Publica esta narrativa em 2025, quando completa os 70 anos de idade. Parece um trabalho literário de síntese da sua vida, pois nele deparamo-nos com muitos acontecimentos conhecidos da sua biografia e trajetória. É assim?

--Sim, a personagem, Ricardo Aveiro, aparece em todas as minhas novelas e romances.

 

-Literariamente, também vamos encontrando muitos produtos seus anteriores. A Divisão Azul, por exemplo, já estava na sua primeira narrativa, O Sereno, um guerrilheiro em Estalinegrado; ou acontecimentos de Seguindo o caminho do vento, de relatos já publicados, que agora integra de novo n’A menina da Ribeira. Confirma-se assim a conhecida teoria de que sempre um escritor está a escrever e reescrever a mesma obra?

--Poderia dizer-se, o meu subconsciente é livre, não trato de o dominar, vai pela vida tocando a mesma moinheira, que, poderia interpretar-se assim, e esta seria a de Chantada... com versões diferentes e até arranjos distintos. Afinal os resultados poderiam ser obras diferentes. Nos meus anos moços estudei no Conservatório de Madrid, ensino livre: estudava numa academia e examinava-me no conservatório, quando ele estava nos baixos do Palácio da Música, em Ópera. Naquela altura não tocava mal o acordeão, mas hoje já não tenho a precisão matemática que tinha. Dizia Arthur Rubinstein que quando não tocava um dia ele notava, quando eram dois dias sem praticar, notava-o o público.

 

-Outra surpresa é o recurso cervantino de ler uma referência ao processo de composição da narrativa que estamos a ler, fala-se do livro de A menina da Ribeira no próprio livro. E também cita Cervantes, mesmo como possível produtor de ascendência galega, nas suas obras. Reconhece este autor, que é o centro do cânone literário espanhol, como uma das suas influências centrais?

--Cervantes Saavedra, apelidos galegos, tem influído em muitos escritores sem eles saberem. Os primeiros livros que os alunos leem é o Quijote, mas no meu caso acho que não tem influído. Sim Eça de Queirós no Primo Basílio ou Miguel Torga com a Vindima e Contos da montanha.

 

-O tratamento que dá à personagem da menina da Ribeira é muito diferente a outras personagens femininas da sua anterior produção, como a de Colensa de Seguindo o caminho do vento, ponhamos por caso. É esta uma mudança muito significativa, a que a atribui?

 --A Colensa faz parte de um romance e de uma ficção, A menina da Ribeira é uma pessoa real. Levamos mais de vinte anos casados.

 

-O professor Francesco Traficante põe em destaque num estudo que você foi o primeiro narrador em galego-português, com O Sereno, um guerrilheiro em Estalinegrado, editado em 1983 (2ª ed. em 1990). A menina da Ribeira é o seu oitavo título de narrativa: Como valoriza esta trajetória no campo literário galego nestes já quase 43 anos?

--Há uma realidade na Galiza, enquanto alguns vivemos para o galego, nosso idioma internacional, outros vivem do galego. Os autores que escrevemos em galego-português fazemo-lo em condições muito diferentes, não publicamos nas editoras do “regime”, não gozamos das ajudas do governo galego nem dos meios oficiais. Eu estou feliz de ter atingido uma meta considerável, dada a situação do mundo editorial na nossa nação.

 

-Em A menina da Ribeira afirma-se que a língua galega na Galiza “continua viva e vai seguir por muitos milénios mais”: em que se sustenta esse otimismo, quando os dados espelham uma situação bem distinta, caminho da substituição linguística pela língua espanhola?

--Tenho esperança na mudança da gente jovem. Observo que nas cidades começa um pequeno movimento de “neo-falantes”. Quiçá tenhamos que olhar o drama para agir?

 

-Foi secretário, da seção de Escritores em Língua Galego-Portuguesa nas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal, como funcionou e que conseguiu com aquela experiência?

--Foi uma experiência grata, colaborar com o amigo José Luís Fontenla deu-me uma nova perspectiva, era uma pessoa otimista por natureza, as viagens a Portugal e o relacionamento com organizações portuguesas deu-me muita experiência e confiança no povo português.

 

-Desde a primeira metade da década de 1980-1990 pertenceu à AGAL e às Irmandades da Fala de Galiza e Portugal, uma dupla militância que para muitas pessoas resultava incómoda e difícil, como a lembra agora?

--Eu sempre pensei que trabalhar pelo regeneracionismo do galego era positivo. Quiçá nuca me dei de baixa da AGAL porque em certo modo ajudei a criá-la, eu que sei…!

 

-Como valoriza a evolução do reintegracionismo após mais da metade da sua vida de dedicação a esta causa?

--Eu sou “reintegracionista” desde os treze anos por diversos motivos. Quando vinham os portugueses pela minha aldeia todo o mundo comprovava que o que falavam nós o entendíamos. Após aqueles anos de infância e o meu deslocamento a Madrid com treze anos, nos Salesianos de Atocha, coincidi com alguns estremenhos, espanhóis, a falarem português... Acho que é um movimento lento, mas seguro! Não há outra saída.

 

-Na década de 1970-1980 conhecemos trabalhos seus na imprensa galega e em Portugal onde publicamente defendeu as teses de Rodrigues Lapa. Lapa mesmo lhe respondeu, e cita o seu nome, num trabalho na revista Tempo. Que significa este vulto português para si e na sua trajetória?

--Em Madrid conheci muita gente relacionada com Portugal, mesmo portuguesa, a cada passo ia afiançando mais o meu convencimento. Rodrigues Lapa foi um visionário, quando escrevi ao semanário Tempo, de Lisboa, eu ainda não tinha conhecimentos da língua bem escrita. Os conhecimentos vieram pela comunicação epistolar com Ricardo Coelho Iglésias, o português do Porto.

 

-Tem uma interessante experiência no jornalismo. Colaborou com A Nosa Terra e promoveu o projeto das publicações e a editora Renovação. Também deparamos com isso em A menina da Ribeira. Que significado lhe atribui ao jornalismo na sua produção?

Eu, de não ter estudado ciências, teria estudado jornalismo. O jornalismo usei-o sempre para desabafar, recusar ideias de política rança. Morto aquele projeto de Lôstrego, uns quantos reintegracionista co-fundamos Renovação-Embaixada Galega da Cultura. E mais tarde Renovação Edições.

 

-Em Renovação, um projeto cultural que promoveu em Madrid, para além de figuras galegas bem conhecidas que atuavam na Galiza e na capital da Espanha, também contaram com a participação de outras do exterior. Como chegaram, por exemplo, a Ernesto Guerra da Cal e como foi o contacto com ele?

--Com Guerra da Cal contactara, não lembro se fora Fontenla ou Estraviz.

 

-Do ponto de vista pessoal, cultural e mesmo literário: foi em Madrid onde encontrou o amor e a felicidade, apesar de ser uma cidade que não lhe resulta precisamente simpática, pelo que depõe dela.

--Certo, mas foram as pessoas galegas que lá moravam quem fizeram que eu me sentisse como em casa. De facto o oitenta por cento das horas passava-as a falar galego; nomeadamente, com o grande amigo meu, Isaac Alonso Estraviz, grande em todos os sentidos.

 

-Numa recente entrevista afirma que agora está a trabalhar numa nova narrativa, que diz respeito  à presença de pessoas galegas na emigração de Cuba: como está a resultar a escrita de um tema tão aliciante e distante no tempo, que materiais está a utilizar?

--De momento estou a tomar notas, amigos cubanos, livros de história...

 

-É um dos 30 fundadores da Academia Galega da Língua Portuguesa, que iniciou o seu andamento no ano 2008, e nas páginas de A menina da Ribeira inclui académicos numerários como Isaac Alonso Estraviz, Crisanto Veiguela Martins ou José Manuel Barbosa: como foi a sua participação neste tempo na AGLP, viu cumpridas as suas expetativas e que espera desta instituição?

--Bom, falo dos mais conhecidos para mim, mas tenho que dizer que António Gil foi um professor importante para mim, assessor linguístico no Seguindo o Caminho do Vento . Mas os méritos maiores foram os de Ângelo Cristóvão, ele mexeu-se, objetividade, especificações, trabalhados incansavelmente para fundar este projeto que começa a dar frutos e vai dar muito mais.

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Pleno da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa

AGLP 22/02/2025


Realizou-se o dia 21 de fevereiro a reunião do pleno da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, sob a presidência de António Gil.

O encontro desenvolveu-se com a assistência de 22 membros de número, com a presença virtual de 2 online. Além dos assuntos burocráticos habituais, como a aprovação das contas anuais de 2025, debateu-se e aprovou-se o plano de ação para o ano 2026, bem como o orçamento associado.

A Academia organizará 15 eventos durante o ano em curso, entre os quais, o "II Encontro de Língua e mais", para o dia 21 de março em Vilar de Santos; encontros literários e culturais em Ponferrada, o dia 11 de abril, e Vila Nova de Oscos no mês de julho; as XV Jornadas de Pitões das Júnias (Montalegre), os dias 30 e 31 de maio, em colaboração com a associação Desperta do Teu Sono; o Dia da Academia, que terá lugar o dia 3 de outubro na cidade de Ourense, ou a colaboração com o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, da CPLP.

Acordou-se também promover diversas publicações, entre outras, sobre Johán Vicente Biqueira e Castelão, e os que foram membros da AGLP, José Paz Rodrigues, Carlos Durão e Higino Martins. Completa-se o programa com apresentações públicas das novas edições em várias localidades.

A reunião continuou com uma segunda parte, orientada às novas académicas correspondentes, sendo a ocasião em que Rosário Fernandes Velho recebeu o seu diploma. A nova académica agradeceu vivamente a honra de fazer parte desta comunidade académica, e disponibilizou-se para a colaboração nas tarefas em curso.

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A Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago acolherá, o dia 9 de fevereiro, um seminário de lexicografia em homenagem ao professor João Malaca Casteleiro

O evento, organizado pela Cátedra Institucional Carvalho Calero e a Academia Galega da Língua Portuguesa, com o apoio da Secretaria da Língua do Governo autónomo da Galiza, terá lugar na Sala de Graus da Faculdade, com início às 10 horas.

Participarão como oradores algumas das mais destacadas personalidades galegas e portuguesas no âmbito da lexicografia, além de estudiosos das obras de Carvalho e Malaca, cujo paralelismo vital foi assinalado pelo professor Carlos Quiroga, coordenador da Cátedra.

AGLP 22/01/2026


João Malaca Casteleiro foi um dos mais destacados linguistas portugueses do século XX. Licenciou-se em filologia românica em 1961, e doutorou-se em 1979, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação em sintaxe da língua portuguesa. Foi desde 1981 professor catedrático na mesma faculdade. Lecionou e coordenou a cadeira de sintaxe e semântica do português, no âmbito da licenciatura, e vários seminários nas áreas da sintaxe, léxico e didática no âmbito do mestrado.

Foi diretor de investigação do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Científica e presidiu ao Conselho Científico da Faculdade entre 1984 e 1987. Coordenou e colaborado em diversos projetos de investigação e de edição, em Portugal e no estrangeiro, em articulação com organismos como o Conselho da Europa, os Serviços de Educação do Governo de Macau e o Ministério da Educação de Portugal, entre outros.

Foi professor convidado na Universidade da Beira Interior, no Departamento de Artes e Letras. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, desde 1979, e presidente do seu Instituto de Lexicologia e Lexicografia entre 1991 e 2008. Ao longo da sua carreira de professor orientou mais de meia centena de teses de doutoramento e de mestrado. Também foi membro correspondente da Academia Galega da Língua Portuguesa, tendo participado em vários seminários de lexicografia em Santiago de Compostela. Foi também patrono da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, participando durante mais de 15 anos nos eventos organizados por esta entidade, nomeadamente em Bragança e os Açores.

Em representação da Academia das Ciências de Lisboa, Malaca Casteleiro fez parte da delegação portuguesa ao Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realizado na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, em 1986, participou também no Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, em 1988, bem como nos trabalhos que conduziram ao Acordo Ortográfico de 1990, firmado nesse ano, em Lisboa.

A 24 de abril de 2001 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

João Malaca Casteleiro foi o responsável pela versão portuguesa do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, e coordenador científico do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea e do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa editado pela Porto Editora em outubro de 2009.

 

PROGRAMA:

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Defendida tese de doutoramento sobre a Poesia Galega de Ricardo Carvalho Calero na Universidade da Corunha

Na passada sexta-feira, 19 de dezembro, foi defendida na Faculdade de Filologia da Universidade da Corunha a tese de doutoramento de Paulo Fernandes Mirás, numerário da Academia Galega da Língua Portuguesa, com o título "Edição da poesia em galego de Ricardo Carvalho Calero", sob a direção da professora Maria Teresa López Fernández.

AGLP 23/12/2025

Texto: Maria Rosário Fernades Velho


O evento decorreu na Sala de Atos, acompanhado por familiares e amigos, e foi avaliado pelos Professores Doutores Xosé Ramón Freixeiro Mato, que presidiu o júri, Diego Ribadulla Costa, da Universidade de Santiago, que atuou como secretário, e Maria Aldina Marques, da Universidade do Minho, como vogal. A tese reúne toda a poesia publicada de Ricardo Carvalho Calero, incluindo não apenas os poemas canónicos, mas também aqueles que estavam dispersos, os excluídos e os recuperados, bem como a poesia parcialmente inédita, que aparece no volume Feixe Levián, um livro até então desconhecido, além de outros poemas encontrados em bibliotecas, arquivos e até em casas particulares.

Feixe Levián foi escrito entre 1934 e 1948, durante a Guerra Civil e a Pós-guerra, um período histórico extremamente complexo para Carvalho Calero e que, para a história da literatura galega, preenche um espaço até então inexplorado. A maioria dos poemas inéditos também pertence a essa mesma cronologia. Até agora, a obra considerada inaugural da narrativa galega foi Gente da Barreira. No entanto, no que diz respeito à poesia em galego dessa época, podemos estabelecer certos paralelismos. Carvalho Calero posiciona-se entre Eugénio Montes e Álvaro Cunqueiro, inserindo-se nas Vanguardas do século XX. Este novo trabalho exige que repensemos este momento da história da nossa literatura à luz desta recente investigação.

Outro dos aspetos que esta tese revela são os posicionamentos estéticos de Carvalho Calero, herdeiros do período anterior à Guerra Civil, mas que, com o tempo, evoluem para novos caminhos, assumindo características próprias do seu momento histórico.

Estamos, assim, a avançar e a dar conta do que ainda faltava, abordando aquilo que Dom Ricardo mais valorizava na sua trajetória: antes de mais nada, ele era, e sempre se considerou, um poeta. Às controvérsias normativas sobre o Scórpio, acrescenta-se agora uma nova reflexão: o lugar que Ricardo Carvalho Calero ocupa na história da literatura galega como poeta.

A Academia dá os efusivos parabéns a Doutor Paulo Fernandes Mirás por este trabalho tão necessário, dedicado a um autor, Ricardo Carvalho Calero, que hoje também se revela indispensável, pois foi ele quem interpretou a literatura galega unicamente como a escrita em galego seguindo o critério filológico por ele próprio proposto, interpretação que a dia de hoje ninguém questiona.

  • Publicado em Academia
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A AGLP publica "Carvalho Calero: por um Galego útil, rendível, económico e competitivo"

O volume inclui trabalhos de Joel R. Gômez, quem edita 2 artigos muito marcantes na trajetória de Carvalho, e de José-Martinho Montero Santalha e António Gil Hernández

AGLP 19/10/2025


A Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) publica o Anexo VI do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), com o título Carvalho Calero: por um Galego útil, rendível, económico e competitivo. Inclui trabalhos de Joel R. Gômez, quem edita 2 artigos muito marcantes na trajetória de Carvalho, e de José-Martinho Montero Santalha e António Gil Hernández.

O volume inicia-se com o estudo “A produção jornalística de Carvalho Calero sobre política linguística: por um galego útil, rendível, económico e competitivo”, de Joel R. Gômez. Este trabalho foi defendido o dia 5 de outubro de 2024 na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela, com ensejo da tomada de posse do como académico numerário da AGLP. Analisam-se mais de cem textos divulgados por Carvalho Calero no jornal La Voz de Galicia, em que se ocupou de temas de política linguística. Reivindica-se como produtor de artigos de opinião e reclama-se a atualidade da sua doutrina reintegracionista, reclamando que seja considerada de novo na agenda política da Galiza, após os decepcionantes resultados da política linguística aplicada desde abril de 1983, que derivou na perda de utentes da língua da Galiza, e a sua progressiva substituição pelo espanhol.

Na bibliografia final referenciam-se 236 trabalhos de Carvalho Calero, publicados entre 1945 e pouco antes da sua morte, em La Voz de Galicia. Reproduzem-se no final 2 desses artigos de Carvalho, publicados no referido jornal no verão de 1975, em que propõe uma modificação progressiva da ortografia galega, passando de uma orientação alicerçada no galego-castelhano para o galego-português, esta última em consonância com a história e a tradição da língua e o Galeguismo.

O volume completa-se com os artigos “Recebimento de Joel Gômez na AGLP”, de José-Martinho Montero Santalha, com informações de interesse sobre o novo membro numerário da AGLP; e “Carvalho Calero: Notas reintegracionistas”, de António Gil Hernández, no que o presidente da AGLP relata lembranças sobre o seu relacionamento com Carvalho Calero. Também se acompanha na capa de uma caricatura do autor estudado, da autoria de Siro López.

 

O valioso contributo jornalístico de Carvalho Calero

Ricardo Carvalho Calero (Ferrol, 1910 - Santiago de Compostela, 1990) é hoje reconhecido como cientista, pelos seus estudos sobre a língua e a literatura da Galiza; como produtor literário, pelos seus contributos de poesia, narrativa, teatro e ensaio; e como político, pela sua intervenção no Seminário de Estudos Galegos, tempo em que redigiu o primeiro anteprojeto de Estatuto de Autonomia para Galiza, com Luís Tobio, como ele próprio relatou no jornal La Voz de Galicia, em artigos publicados os dias 27/01/1981 e 12/09/1981. No campo político também é reconhecido pela sua atividade no Partido Galeguista, para além da luta sobre a política linguística, em especial desde a década de 1970 do século passado.

Merece valorizar-se também Ricardo Carvalho Calero como produtor de artigos de opinião, pois neste campo conta com trabalhos que podem ser considerados modelares, e dignos de fazer parte da bibliografia curricular dos especialistas. Estes trabalhos resultam muito valiosos e do maior interesse para conhecer a sua trajetória e a evolução da sua produção, como também para ajudar a transformar e potenciar a língua da Galiza.

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Cidade da Praia vai acolher a 13.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

A cidade da Praia, em Cabo Verde, será palco, de 16 a 18 de outubro, da 13.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), que este ano se realiza sob o tema “Independência, Literatura, Inteligência Artificial”. O evento é organizado pela UCCLA em conjunto com a Câmara Municipal da Praia.

A abertura oficial contará com a intervenção do Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e o encerramento do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga.

O encontro reunirá escritores, investigadores, editores, professores, críticos literários e leitores de vários países e regiões do espaço lusófono, promovendo o diálogo em torno do tema em análise. O programa coloca a Inteligência Artificial no centro das questões que hoje atravessam a criação literária e o futuro do livro. 

Nesta edição estará, também, em foco o V centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, num ano em que se assinala o cinquentenário das independências em vários países lusófonos. 

 Escritores confirmados:

Angola: Israel Campos; 

Brasil: Ozias Filho; 

Cabo Verde: Adolfo Lopes, Arménio Vieira (texto), Dina Salústio, Germano Almeida, Hélio Varela (vídeo), Manuel Pereira Silva, Nardi Sousa, Paulo Veríssimo, Princezito e Sérgio Raimundo; 

Galiza: Teresa Moure Pereiro (AGLP)

Guiné-Bissau: Emílio Tavares Lima; 

Macau/China: Joaquim Ng Pereira;  

Moçambique: Sérgio Raimundo; 

Portugal: Hélia Correia, Isabel Castro Henriques (vídeo), João de Sousa (editora A Bela e o Monstro - edição comentada Os Lusíadas), Manuel Alegre (texto) e Ricardo Araújo Pereira;  

São Tomé e Príncipe: Alice Goretti Pina; 

Angola/Portugal: Cláudio Silva - Vencedor do Prémio de Revelação Literária.  

Folheto da 13.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa - https://www.uccla.pt/sites/default/files/2025-10/XIII-EELP_Cabo-Verde_2025.pdf 

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O Dia da AGLP homenageou o trabalho de José Luís Fontenla por uma Galiza melhor e mais próspera

Fontenla fez parte das delegações galegas que participaram nos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa do Rio de Janeiro (1986) e Lisboa (1990). Foi advogado, ativista cultural e político, editor, escritor e pintor, segundo se salientou no ato.

 

AGLP 06/10/2025

Texto: J. Rodrigues Gomes; Coordenação Linguística: A. Cortiças Leira; Fotografias: José Gorís; Produção: Xico Paradelo. 


 

 

Levo na mão poesia

num saco branco

de lírios

cada abrente da manhã

levo na mão poesia

cada dia

num saco branco

de lírios

e não amanhece!

(José Luís Fontenla Rodrigues. Do livro Sememas)

 

O Dia da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) homenageou na tarde do dia 4 de outubro na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela, os trabalhos e a trajetória de José Luís Fontenla Rodrigues (Ponte Vedra, 1944 - Oleiros, 2025) por uma Galiza melhor, próspera, galega e lusófona. Falecido o 28 de junho deste ano, ele foi advogado, ativista cultural e político, escritor e pintor, segundo se salientou no ato. Foi posto em destaque, muito especialmente, ter participado como representante da delegação galega nos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, em 1986, juntamente com Adela Figueroa Panisse e Isaac Alonso Estraviz; e no de Lisboa, em 1990, neste acompanhado de António Gil Hernández.

Também foram postas em destaque as suas produções literárias, tendo sido recitadas algumas das suas composições poéticas, recolhidas numa pequena e modesta seleção publicada com ensejo desta atividade.

O presidente da Fundação da AGLP, António Gil Hernández, lembrou também no ato as figuras de Evanildo Bechara, Blanca Garcia Fernández-Albalat, José Paz e Higino Martins, que pertenceram à instituição, falecidas também recentemente. Na homenagem estiveram presentes representações de diversas organizações políticas e culturais da Galiza.

 

Percurso biográfico

Luís Fontenla Figueroa, filho do homenageado, fez um percurso pelos acontecimentos que considerou mais marcantes na biografia do seu pai, desde os antecedentes familiares a empreendimentos em que se empenhou. Nascido no seio de uma família “conservadora e católica”, sempre se preocupou por “obter resultados”, disse. Fontenla Rodrigues “foi bom gestor dos discursos públicos possíveis” e com a sua atuação ele “construiu muitos projetos e organizou muitos outros” tentando, em muitas ocasiões, “fugir da autoria, mas provocar resultados”.

Aludiu à sua implicação no I Congresso de Direito Civil Galego, no Conselho das Forças Políticas Galegas, na legalização da AN-PG e da UPG, ao seu papel como acionista do jornal A Nosa Terra, como promotor e dirigente da Associação para a Defesa Ecológica de Galiza (ADEGA), uma função que se reconhece nesta altura em Santiago de Compostela, numa exposição comemorativa dos 50 anos dessa entidade, disponível para o público na Alameda da cidade) ou da editora SEPT.

O filho citou também os seus esforços por ter informação de primeira mão do Conselho da Galiza, através de contactos diretos com algumas pessoas que o integraram, ou mesmo com o político basco Manuel de Irujo. Não esqueceu Fontenla Figueroa a presença do seu pai no Ateneu de Ponte Vedra e com o coletivo Amigos da Cultura dessa cidade, defendendo o reconhecimento do direito civil galego, e centrando-se no melhoramento da língua da Galiza. Nesta última função, ele foi membro pioneiro da Associaçom Galega da Língua. Mas, sobretudo, é lembrado por ter promovido e trabalhado muito intensamente nas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e nas revistas Nós, Cadernos do Povo, O Ensino e Temas d’O Ensino, segundo referiu.

 

Nos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa

A continuação, António Gil Hernández, quem foi estreito colaborador do ativismo linguístico, cultural e editor de Fontenla Rodrigues, referiu-se à participação do homenageado nos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa do Rio de Janeiro e de Lisboa. Foi ressaltado também por Gil o facto de Fontenla ter sido das primeiras pessoas do mundo a utilizar, em publicações, as normas desses acordos, e como trabalhou muito ativamente para que fossem aplicadas na Galiza.

Gil Hernández fez um percurso por algumas datas e acontecimentos marcantes na História política da Língua da Galiza, que podem ser consideradas antecedentes dessa atuação de Fontenla Rodrigues. Assim, citou António Gil a grafia etimológica que promovia a Real Academia Galega em 1909; o vocabulário das Irmandades de Fala de 1933; a proposta ortográfica do Seminário de Estudos Galegos; já no franquismo, os livros de Ernesto Guerra da Cal de 1959 e 1963; as Normas da Real Academia Galega de 1970 e as primeiras Normas Ortográficas e Morfológicas do Idioma Galego (Nomiga) de 1971, ano em que principiou o seu andamento o Instituto de la Lengua Gallega na Universidade de Santiago de Compostela. Com posterioridade, as Normas elaboradas por uma Comissão Linguística presidida por Carvalho Calero, publicadas no Boletín Oficial da Xunta de Galicia e promovidas pelo Governo da Galiza nos tempos da pré-autonomia e nos inícios do regime autonómico; e, finalmente, as de abril de 1983, ainda vigorantes, após uma mínima modificação efeituada no ano 2003.

Ressaltou o trabalho de organizações como a Associaçom Galega da Língua, a AS-PG e das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal, com as alternativas que promoveram desde a década de 1980-1990, e o envolvimento nelas de José Luís Fontenla Rodrigues. Gil Hernández lembrou o relevo de uma reunião celebrada em Ponte Vedra “seis meses antes do Acordo do Rio de Janeiro”, em que participaram os professores Fernando Cristóvão, Ricardo Carvalho Calero, José-Martinho Montero Santalha e Isaac Alonso Estraviz, e os escritores Fernando Assis Pacheco e Moncho de Fidalgo, e em que se acordou o interesse e a conveniência da presença de representantes da Galiza nesse Acordo Ortográfico agendado na cidade brasileira em maio de 1986, o que se conseguiria com as gestões também de Ernesto Guerra da Cal. António Gil referiu igualmente a participação posterior no Acordo Ortográfico de Lisboa de 1990, onde se recolheram os termos “lôstrego” e “brêtema” como exemplificações galegas. Já no tempo da AGLP, fundada em 2008, foi elaborado o Vocabulário Ortográfico Galego, sob a direção de Carlos Durão, já aceite e incorporado na língua comum.

Ainda lembrou Gil Hernández a defesa e o trabalho de Fontenla Rodrigues para que os países africanos de língua portuguesa (conhecidos como os PALOP) tivessem participação nas reuniões e negociações desses Acordos Ortográficos de 1986 e 1990, e mesmo as gestões diretas que realizou ao respeito em 1990, na Embaixada de Angola em Lisboa, para a sua presença efetiva nas reuniões, que finalizaram com a assinatura do documento em 12 de outubro desse ano, “com a adesão da Delegação de Observadores da Galiza”.

 

A Lusofonia, porta aberta e oportunidade para a Galiza.

Seguidamente, interveio Ângelo Cristóvão, também da Comissão Executiva da AGLP, amigo e colaborador de longa data de José Luís Fontenla Rodrigues, na atividade linguística, cultural e editorial. Ângelo Cristóvão reprovou o “esforço por ocultar a sua figura” na Galiza e valorizou e singularizou o trabalho de Fontenla Rodrigues como editor, nos anos 1985-2001. Destacou as revistas O Ensino (1985-1988), Temas de O Ensino (1986-1994), Nós (1986-2000) e Cadernos do Povo (1986-2001), bem como publicações de poesia, ensaio e teatro de produtoras e produtores da Galiza, e da Lusofonia, promovidas por ele. Fontenla também publicou numerosos e muito valiosos trabalhos, que por vezes assinou com nomes como João Padrão, Luís Roiz ou António Eirinha.

Ângelo Cristóvão referiu o esforço que representava para Fontenla acudir muito frequentemente, mesmo duas ou três vezes algumas semanas, à empresa gráfica Barbosa e Xavier, de Braga, onde se aprontavam essas edições, para preocupar-se de que tudo saísse bem. Deteve-se Cristóvão na coleção Clássicos da Galiza iniciada naquela altura por Fontenla e continuada com posterioridade pela AGLP; ou publicações como Mátria da Palavra, Incipet Liber da Lusofonia, em 1990, insistindo como a Lusofonia é uma porta aberta, uma oportunidade para a Galiza e para os seus escritores entrarem na República Literária.

 

A poesia de Fontenla Rodrigues

A segunda parte do ato consistiu na leitura de poemas de José Luís Fontenla Rodrigues, iniciada por Antia Cortiças Leira, académica numerária da AGLP que trabalhou na edição da publicação comemorativa editada com ensejo desta homenagem e que se distribuiu no ato. Também leram poemas Irene Veiga, correspondente da AGLP; Ângelo Cristóvão, Luís Fontenla Figueroa e a sua irmã Cristina Fontenla Figueroa.

            

 

Adesões e doação

António Gil Hernández deu conta das adesões do escritor José Maria Monterroso Devesa, do professor José Luís Rodríguez, e da académica correspondente da AGLP Inês Andrade Pais que, por variadas circunstâncias, não puderam participar presencialmente.

O ato finalizou com a doação por parte de Luís Fontenla Figueroa de diversas pertenças do seu pai, como a bandeira da Galiza com que foi velado e acompanhado nos atos fúnebres, que já pertencera a seu pai; uma bandeira de Portugal, carimbos e fotografias, entre outros elementos. Todos estes contributos incorporam-se agora à sua biblioteca, que foi doada no ano 2018 pela família e está disponível na Casa da Língua Comum, segundo foi referido.

O Dia da Academia Galega da Língua Portuguesa celebra-se anualmente o 6 de outubro, ou em datas próximas, com o intuito de comemorar o dia em que começou o andamento da AGLP, no ano 2008.

 

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Conferência “SOCIEDADE CIVIL, LÍNGUA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS”, Universidade de Santiago, 9 de outubro de 2025

 AGLP.  06/10/2025


CONFERÊNCIA “SOCIEDADE CIVIL, LÍNGUA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS”
Edifício CIE, Vista Alegre, Universidade de Santiago. 9 de outubro de 2025.

A Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP, e a Academia Galega da Língua Portuguesa, entidade integrada nesta Comissão, organizam uma conferência sob o título “SOCIEDADE CIVIL, LÍNGUA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS”, que terá lugar o dia 9 de outubro de 2025, no edifício CIE (Vista Alegre), em Santiago de Compostela.

O evento, com o Alto Patrocínio do Governo autónomo da Galiza (Direção Geral de Relações Exteriores e com a União Europeia), será o quarto desta série de encontros, depois dos realizados em 2019, 2021 e 2023, tendo participado, pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Diretora Geral Georgina Benrós de Mello, o Diretor Geral Armindo de Brito Fernandes, e o Diretor de Ação Cultural João Ima Panzo. Pelo Governo autónomo galego, o Secretário da Língua ou o Diretor Geral de Relações Exteriores e com a União Europeia, além do município de Santiago, o Consello da Cultura Galega e diversas instituições culturais e académicas.

Nesta oportunidade procura-se o fomento da colaboração entre entidades diversas da sociedade civil, a divulgação das suas atividades e a criação de redes institucionais, pela partilha de experiências e a procura de sinergias, que possam alicerçar projetos no quadro do Plano Operacional para a Difusão da Língua Portuguesa (2021-2026), documento aprovado na CPLP que orienta as suas políticas internacionais.

O evento, de entrada livre, realiza-se em dependências da Universidade de Santiago, como principal instituição colaboradora. Conta também com o apoio da Associação de Docentes de Português na Galiza, a AGAL, a Fundação Meendinho, o Grupo Galabra de Investigação, o Observatório da China e a Cátedra Unesco em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo.

Os vídeos das três edições anteriores estão disponíveis no canal de TV da Universidade e na página web www.academiagalega.gal. Também nesta oportunidade será emitido em direto (streaming) pelo canal de TV da USC.

 


PROGRAMA: 

 

 

 

Evento da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP e da Academia Galega da Língua Portuguesa. Edifício CEA, Vista Alegre. Universidade de Santiago de Compostela. 9 outubro 2025

 

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DIA DA ACADEMIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NA GALIZA, 4 DE OUTUBRO DE 2025

AGLP.  29/09/2025


Na tarde do sábado, dia 4 de outubro de 2025, na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela, a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) celebrará o seu já tradicional DIA DA AGLP. Este ano, para além de servir como espaço de convívio e encontro da comunidade académica e de todas as pessoas que colaboram com a AGLP, celebrará a vida e pessoa do saudoso José Luís Fontenla Rodriguesvulto incontornável da nossa língua e cultura e académico de honra da AGLP.

Os atos começarão pelas 16 horas, desenrolando-se segundo o seguinte programa:

PROGRAMA:

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